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DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS UM BOM SALÁRIO TRAZ TRANQUILIDADE
Publicado dia:11/11/2017
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DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS UM BOM SALÁRIO TRAZ TRANQUILIDADE 

O trabalhador que não ganha o suficiente para manter sua família não vive tranquilo. Na semana que recebe seu salário já começa a pensar no próximo como sua família vai alimentar. Quando vai dormir não consegue porque fica pensando se a água, a energia e o cartão de crédito vai poder pagar. Não consegue dormir bem e muitas vezes perde o sono, o equilíbrio, a tranquilidade e a paz. Consequência: adoece. O pior, nem isso ele pode porque não tem dinheiro para comprar remédio nem ter um plano de saúde. Muitas doenças são motivadas por preocupações e desequilíbrio emocional. Conversei com várias pessoas que recebem mensalmente o salário mínimo e até dois mil reais e todas demonstraram insatisfação. Muitos estão revoltadas e se sentem humilhadas porque sobrevivem com ajuda de terceiros, o que ganham só dá para uma semana ou menos, depende do tamanho da família, vivem como escravos, o que ganham, mal dá para comer. O salário mínimo deveria ser algo em torno de 3,8 mil reais para dar tranquilidade ao trabalhador e sua família. Não é por acaso que as vendas de remédios para dormir aumentaram. Isso é fruto de uma política econômica desastrada, com uma péssima e cruel distribuição de renda. Basta citar que a média dos maiores salários do Brasil é maior do que o salário mínimo 60 vezes e alguns funcionários públicos chegam a receber salários até mais de cem vezes. Outro setor também afetado pela política econômica desastrada é a segurança pública. Seus inúmeros problemas são decorrentes da citada política econômica que promove a desigualdade, a injustiça social e o desemprego. O aumento da criminalidade está relacionado diretamente à política econômica, ou seja: menos distribuição de renda, menos emprego é igual a mais violência. E como o crime é organizado e o país desorganizado, os bandidos estão mais preparados e armados do que as forças policiais, a população é quem acaba sofrendo com os assaltos e a violência que imperam no Brasil, deixando-a assim ainda mais intranquila e insatisfeita. Nos países que têm um bom salário e a distribuição de renda como principal instrumento econômico as pessoas vivem mais satisfeitas e felizes. Em recente pesquisa da ONU a Noruega é o país que tem a população mais feliz do planeta. Seu menor salário equivale a 14 mil reais. Tem uma das melhores distribuições de renda e bons salários. O maior salário de lá é apenas quatro vezes maior do que o menor. É assim que aquele país distribui sua riqueza. É o país mais rico do planeta. Na Bélgica o maior é apenas cinco vezes maior do que o menor salário e as pessoas também vivem satisfeitas como as da Suécia e Dinamarca que são países entre outros que distribuem suas riquezas através dos bons salários, ou seja, da distribuição de renda. Nesses citados países não existem problemas com saúde e com segurança pública. Basta citar que em 2016, a Noruega fechou 8 presídios e a Suécia 5 em 2013, por falta de presos. No Japão em cada 10 presos, nove são de outros países. Já no Brasil que tem uma péssima distribuição de renda, os presos estão saindo pelo ladrão porque os presídios e as celas das delegacias estão superlotadas e presos são algemados em postes e viaturas. A corrupção, o mau uso e desvios de recursos também contribuem para isso. Até já disseram que em nosso País não temos tornados e furacões porque os governantes desviam. Se tratando de Brasil, há de se acreditar nisso, porque já desviaram até o curso das águas do Rio São Francisco. * 


Autor: Acadêmico JOSÉ CARLOS OLIVEIRA DE SOUZA - Membro Titular Acadêmico da ANE - Cátedra 39 

Artigo publicado no Jornal Correio de Sergipe em 03 de novembro de 2017


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